Catolicismo cresce impulsionado pela África, enquanto vocações recuam globalmente

Catolicismo cresce impulsionado pela África, enquanto vocações recuam globalmente

Dados do Vaticano revelam que o número de fiéis ultrapassou 1,4 bilhão em 2024, mas Igreja enfrenta desafios com a queda no número de seminaristas.


Os novos relatórios estatísticos da Igreja Católica, referentes ao período de 2023 a 2024, indicam um crescimento de 1,14% no número de fiéis, totalizando 1,422 bilhão de pessoas. Apesar do aumento absoluto de cerca de 16 milhões de católicos, a representatividade da religião na população mundial manteve-se inalterada em 17,8%. O cenário global revela uma América consolidada como o maior polo católico, abrigando quase metade dos fiéis do mundo (47,7%), enquanto a Ásia mantém a menor densidade, com apenas 3,3% de sua população declarada católica.

O grande destaque do anuário é a África, que se firma como o motor de expansão da instituição. Com uma alta de 2,7% no número de fiéis e um aumento de 2,25% no ingresso de seminaristas, o continente africano vai na contramão da tendência global de retração vocacional. Em contraste, a Europa apresenta um dinamismo reduzido, com crescimento de apenas 0,8%, resultando em uma perda de peso relativo no cenário eclesiástico total. Esse deslocamento do eixo de crescimento reforça a mudança de protagonismo para o hemisfério sul.

No âmbito ministerial e sacramental, os dados apresentam nuances importantes: o corpo de agentes pastorais subiu para 4,46 milhões, com os diáconos permanentes liderando o crescimento entre o clero (1,3%). Entretanto, a Igreja acendeu um alerta para a redução de 2,7% no número de seminaristas no mundo, evidenciando uma crise de sucessão sacerdotal fora do território africano. Já na vida prática das comunidades, embora os batismos tenham sofrido uma leve queda, a celebração de sacramentos como a primeira comunhão e o crisma registrou altas de até 1,7%.

Com informações do Vatican News/Foto: Reprodução