Missa na Casa de Custódia de Londrina leva detentos a participarem do Ano Santo da Esperança

Missa na Casa de Custódia de Londrina leva detentos a participarem do Ano Santo da Esperança

Em sintonia com o Jubileu da Esperança celebrado em toda Igreja, a Pastoral Carcerária de Londrina promoveu, no dia 14 de agosto, uma Missa na Casa de Custódia de Londrina (CCL), presidida pelo arcebispo dom Geremias Steinmetz. Esse momento especial faz eco a um gesto inédito do Papa Francisco, que neste Ano Jubilar abriu a Porta Santa no presídio de Rebibbia, na Itália, oferecendo aos detentos um sinal concreto de proximidade e esperança, encorajando-os a olhar para o futuro com renovado compromisso de vida.

O Ano Jubilar é um chamado a uma experiência de conversão, de mudar a vida para direcioná-la para a santidade de Deus, com o lema “Peregrinos de Esperança”.

Considerando a situação no cárcere, a Pastoral Carcerária criou esse gesto como uma nova possibilidade de as pessoas privadas de liberdade também participarem desse Ano Santo.

A Santa Missa na CCL foi concelebrada pelo assessor da Pastoral Carcerária, padre André Luís de Oliveira, e teve a participação de agentes pastorais; do diretor da instituição, Ederval Everson Batista; e da assistente social Berenice de Fátima Martins Veiga e demais funcionários, que muito colaboraram para que a celebração junto aos detentos acontecesse.

A Missa foi preparada com muito zelo, desde a simbologia dos adornos até a liturgia, conduzindo os homens privados de liberdade a um momento profundo de fé e esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Providencialmente, a celebração coincidiu com o dia de São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir polonês que, em 1941, no campo de concentração de Auschwitz, ofereceu-se para morrer no lugar de um pai de família condenado à morte por fome. Seu exemplo inspirou reflexões sobre a dignidade humana e a misericórdia, especialmente diante de situações de sofrimento e exclusão.

A Liturgia da Palavra (Mt. 18,21–19,1) recordou as palavras de Jesus a Pedro sobre o perdão: “Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: ‘Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’ Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’”.

Ao final da Missa, o sacerdote percorreu os corredores da unidade, levando bênçãos, palavras de acolhimento e esperança, aspergindo os internos com água benta. Muitos se emocionaram e rezaram com devoção o Pai-Nosso e a Ave-Maria.

A Pastoral Carcerária reafirma sua missão de ouvir, acolher e anunciar que existe um Deus misericordioso que se importa com cada um, desejando que tenham vida, e vida em abundância. Como pede o Papa Francisco, queremos motivá-los a olhar para o futuro com confiança e renovado compromisso de vida.

Pastoral Carcerária

Fotos: Divulgação