Com o tema “Da dor à esperança”, Pastoral da Aids mobiliza comunidades em todo o país para celebrar a vida e combater o preconceito contra o HIV.
No próximo domingo, 17 de maio, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Pastoral da Aids, realiza a Vigília pelos Mortos de Aids em 18 regionais e diversas paróquias brasileiras. O movimento, que completa 43 anos de história internacional, busca transformar o luto em um gesto de solidariedade e compromisso social. Em 2026, a campanha foca na superação do estigma, inspirando-se na parábola do Bom Samaritano para convocar a sociedade a um acolhimento fraterno e ao cuidado com as “vidas feridas” pela epidemia.
A iniciativa ocorre em um cenário de vigilância constante, visto que o Brasil já registrou mais de 400 mil óbitos desde o início da década de 1980. Embora os avanços científicos permitam que pessoas com HIV vivam com qualidade e planejem o futuro, a Pastoral alerta que o preconceito ainda é uma das maiores formas de violência enfrentadas. Através de orações e atos simbólicos, como o uso do laço vermelho, a Igreja reafirma que a doença não deve ser vista sob uma ótica moralista, mas como uma condição humana que exige diagnóstico precoce e tratamento digno.
Além de honrar a memória de quem partiu, a mobilização de 2026 reforça a importância das políticas de prevenção e do acesso universal à saúde. O cartaz oficial deste ano simboliza a resistência e a força da vida, conectando o Brasil ao International AIDS Candlelight Memorial. Instituições como a Casa Fonte Colombo unem-se à Igreja nessa missão, destacando que a fé deve ser um motor para a construção de um mundo livre de discriminação, onde a dignidade de quem vive com o vírus seja plenamente respeitada em todos os âmbitos sociais.
Com informações da CNBB