Em encontro com a Editora Vaticana, o Pontífice destacou a leitura como ferramenta essencial para o senso crítico e o amadurecimento espiritual.
Durante audiência realizada nesta quinta-feira (7), o Papa Leão XIV fez um apelo contundente pela valorização do hábito da leitura, classificando-o como um “antídoto” para o fechamento intelectual. Para o Santo Padre, em um mundo dominado pela rapidez da era digital, o livro permanece como uma base indispensável para a formação humana, capaz de prevenir o surgimento de posturas rígidas e visões simplistas da realidade. O Pontífice enfatizou que o estudo constante protege o cristão de “atalhos ideológicos”, promovendo uma mente mais aberta e preparada para lidar com as complexidades da vida contemporânea.
Inspirado na “cultura do encontro”, Leão XIV descreveu a obra literária como uma ponte que facilita o diálogo e o intercâmbio entre diferentes perspectivas. Ele ressaltou que o ato de ler não deve ser visto apenas como um acúmulo de informações, mas como um exercício de alteridade que amplia horizontes e combate o fundamentalismo. Segundo o Papa, ao mergulhar em novas ideias, o fiel desenvolve a capacidade de acolher o próximo com mais caridade, transformando o conhecimento em um estímulo para a compreensão mútua.
Por fim, o sucessor de Pedro destacou o poder transformador das biografias de santos e das reflexões teológicas, capazes de gerar conversões interiores profundas ao tocarem diretamente o coração. O Pontífice exortou os católicos a seguirem o exemplo de Nossa Senhora, priorizando a meditação sobre a Palavra de Deus como guia para o agir cotidiano. Com este discurso, Leão XIV reafirma o compromisso da Igreja com a promoção da cultura e da reflexão intelectual como caminhos seguros para uma fé sólida e equilibrada.
Foto: Vatican Media
Com informações da Comunidade Shalon